No passado dia 19 de março, no Avila Spaces, no Parque das Nações, teve início o ciclo de 2026 dos Encontros de Estrelas, uma iniciativa lançada em 2025 e que já conta com quatro edições realizadas. Promovidos pelo Prémio Cinco Estrelas, estes pequenos fóruns de partilha de conhecimento e boas práticas têm como objetivo apoiar empresas e marcas em Portugal na sua evolução e valorização.
Nesta sessão, o debate reuniu Nuno Barra, administrador do Grupo Vista Alegre, e Francisco Carvalheira, Secretário-Geral da LAUREL – Associação Portuguesa de Marcas de Excelência, em representação do Comité do Prémio Cinco Estrelas.
Desde o primeiro momento, ficou evidente que Portugal tem talento, capacidade produtiva e competência para criar com qualidade e excelência. No entanto, para construir marcas fortes, é necessária ambição para desafiar o status quo e transformar esse potencial em consistência e visão de longo prazo.
Num contexto em que o valor é cada vez mais gerado pela perceção, pela diferenciação e pela ligação emocional, a marca assume-se hoje como um ativo estratégico central. Portugal precisa, por isso, de investir mais nesta dimensão, criando mais marcas com verdadeira projeção internacional, à semelhança do notável caso de sucesso do Grupo Vista Alegre.
Atualmente, competir apenas pelo preço já não é suficiente. O país precisa de mais marcas portuguesas, mais ambiciosas e mais internacionais, capazes de competir pelo significado, pela qualidade, pela autenticidade e pela originalidade que representam.. Marcas que acrescentem valor ao país, reforcem a nossa identidade e contribuam para posicionar Portugal com maior relevância e prestígio nos mercados globais.

Em síntese, ambos os especialistas convergiram na mesma ideia: Portugal produz para algumas das melhores marcas do mundo, mas fá-lo, em muitos casos, em regime de private label. Como consequência, uma parte significativa da riqueza gerada — tanto do ponto de vista financeiro como do reconhecimento — não permanece no país. Para reforçar o valor da marca Portugal, é fundamental criar e consolidar mais marcas próprias.
Com a experiência que acumulou no Grupo Vista Alegre, Nuno Barra deixou ainda uma mensagem clara às marcas portuguesas: é essencial manter a resiliência nos processos de crescimento e internacionalização, preservar a coerência na construção da marca e, acima de tudo, nunca desistir.
Estão ainda previstas mais duas talks ao longo deste ano, cujos painéis e datas serão divulgados em breve.

